segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Teste Diagnóstico 5º Ano

Partilhado por Teresa Marques:

http://depmataz.googlepages.com/fichadiagnosticoMAT5.doc


Simples, uma página apenas. Não inclui Geometria.

No verso pode aproveitar-se para fazer diagnóstico oral: cálculo mental, ditado de números... tendo por base um modelo previamente estabelecido, como o do exemplo que se segue:

Para visualizar/descarregar as páginas um e dois da avaliação oral:

http://depmataz.googlepages.com/teste0001.jpg

http://depmataz.googlepages.com/teste0002.jpg

Da fantasia à abstracção...

Partilhado por Teresa Marques:

Estão a ver esta pirâmide que tenho na mão? Sim? Mesmo mesmo?
(Seguro-a por uma ponta, elevo-a pendurada e informo que se trata de uma pirâmide quadrangular.)
De certeza que estão a ver?
Várias vezes o coro de sins com mil sorrisos de cumplicidade.
Já sabem que só nós é que conseguimos vê-la... qualquer pessoa que aqui entrasse agora não veria nada pendurado na minha mão...
Pois é professora, só nós é que temos o poder.
Sim. Só nós.

Agora, para eu ter a certeza de que estão a ver tudo bem visto, preciso que me contem o número de vértices, arestas e faces. E, já sabem, tal como falámos ontem, usem a lógica, usem a razão. Essa coisa de contar com os dedinhos sem perceber a relação entre estes elementos e o sólido em causa, com frequência leva a erros. Sejam críticos, analisem a resposta, verifiquem se é possível...

Sim. Está bem.
Aqui vai... Quantos vértices tem esta pirâmide?

Olham para o vazio na minha mão (braço já cansado de elevar uma pirâmide invisível) e dedos no ar pedindo para responder.

Diz lá tu C.
São 5.
Hummm... anda cá explicar isso.

Levanta-se. Avança para mim. O dedinho aponta cada um dos invisíveis vértices e a voz explica que nem era preciso. Pois se a base é um quadrado, professora, são quatro em baixo e um em cima. Esse por onde a professora está a segurar nela. Sorriso enorme... (Segurar o quê? Todos conseguimos ver o que lá não está e ao fim de uns minutos já nem questionamos isso.)

Já me dói o braço. A pirâmide é pesada. (Mudo-a de mão, sacudo o braço cansado.)
Professora!
Sim?
Posso ser eu a pegar nela?
Podes. Toma lá. Mas eleva-a alto para todos a verem...

Entrego-a. Ele recebe-a. Eleva-a como lhe pedi. Ar sério.
A aula continua. Oh professora! O número de vértices e de faces nas pirâmides parece que é sempre igual! Ai sim? Por que será? E será que é para todas elas? Porquê?
Novos desafios, mais caminhos.
Agora são eles a propor aos colegas novos sólidos. Sustentando-os com a convicção de uma fantasia que torna tudo bem real nestas idades.

Claro que lhes explico com seriedade a importância da abstracção. De passar do modelo real, ao modelo na nossa mente. O que isso implica de conhecimento, de estudo, de relação entre tudo o que se vai aprendendo. Falamos da importância do uso da memória. Ferramenta fundamental para poder fazer crescer a compreensão do mundo, através dos fios que tudo vão ligando.
Sabemos navegar entre a fantasia, que também é coisa para levar muito a sério, e a importância de crescer na nossa percepção do mundo, que nem sempre terá os objectos do conhecimento à mão. A aula torna-se exigente. Aprendem a expressar argumentos, a explicar raciocínios e respostas.

E agora?
Agora basta atirar o sólido ao ar e ele volta lá para cima, para o céu dos sólidos.
Quando precisarem de um... basta estender a mão, pensar nele e... ele estará de volta!

Oh professora...
Sim?
Esta aula foi muito gira...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Sólidos e planificações - 5º ano

Partilhado por Teresa Marques:

Alguns dos trabalhos em torno das planificações de vários sólidos têm tido sucesso (que é visível no cuidado posto na execução e decoração) pelo que continuarei a desenvolvê-los no presente ano lectivo... A investigação sobre planificações do cubo, para alguns alunos, tornou-se num prolongamento da técnica que lhes ensino para fazer dos seus cadernos verdadeiros laboratórios de estudo prático (permitindo passar do plano às três dimensões num gesto simples). Dizia a S., no ano lectivo passado, a propósito de uma aula em que, em conjunto, íamos descobrindo e testando planificações do cubo, tendo por base a pesquisa individual proposta como TPC: Isto é divertido! Até parece que estamos a fazer experiências!

Podem encontrar os materiais que permitem reproduzir a actividade com alunos em:
http://www.saborsaber.com/INDEX/MATEMATICA/5/mat5.htm
http://www.saborsaber.com/INDEX/MATEMATICA/fichamatsolidosA4.jpg
http://www.saborsaber.com/INDEX/MATEMATICA/5/fichas5/solidosinstrucoes.doc

Histórias com Matemática - um livro útil...

... e uma ligação a um Clube de Matemática online.

Foi divulgado aqui:
http://tempodeteia.blogspot.com/2007/09/boas-prticas.html


Partilhado por Teresa Marques

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Fracções... iniciação


Sempre antes de sexta a pergunta: professora, amanhã é na sala 16 não é? E vai levar o quadro interactivo não vai?
Admito que não seja por ser novidade, tão pouco por lhe dar sabor a rebuçado, que eu pouco feitio tenho para lhes adoçar o caminho só por adoçar. Têm de se habituar ao prazer do desafio, ao do trabalho sério e as conversões de unidades de volume nas últimas aulas (prática compreensiva de procedimentos), a par com a resolução intensiva de problemas são exemplo disso. A sexta é outra coisa. É o momento de aplicar ou descobrir, de aprender ou exercitar num contexto diferente. E é importante diversificar os meios, as propostas, os suportes, sem diminuir a qualidade dos desafios.
Assim, preparei para hoje a continuação da iniciação às fracções (turma de 5º ano... não esquecer que este ano o quinto tempo é meu e foi possível gerir o programa respirando... só quatro tempos semanais é muito pouco).
Utilizei uma actividade: PIZZA PARTY

http://www.primarygames.com/fractions/start.htm
.




que encontrei aqui:
http://www.primarygames.com/curriculum/math.htm





Divertimo-nos sempre imenso com actividades em que as instruções são em língua inglesa: têm de ler... têm de decifrar... A vida é como é... e é bom que se vão habituando a usar a língua inglesa nas viagens pelo ciberespaço.
Depois fui além da proposta da actividade, jogando, claro, com o gosto que fazem em vir ao quadro ser eles a clicar a escolher a dizer como é.
Assim, não só tinham de descobrir qual a fracção apropriada, como explicar a razão da escolha (pobrezitos... comigo nunca se livram das razões, das explicações, das argumentações...) e apresentar a leitura da dita (nunca lhes ensinei a ler uma fracção e as primeiras tentativas foram engraçadas... eles próprios lá foram chegando pela lógica da figura e da escrita do número). Também nas explicações tiveram de utilizar os termos numerador, denominador... ao princípio ainda se ouviu o eterno "dominador"... mas a coisa foi-se compondo.

Nenhum registo, nada copiado no caderno, mas sabem qual é o TPC... e é raro aparecerem alunos entre os 28 que não o trazem feito (também sei que tenho uma turma muito especial, o mérito pende muito mais para o lado deles e para o lado dos pais que nos apoiam incondicionalmente, do que para o meu... eu sou só uma facilitadora de caminhos que deseja motivar e potenciar o bom que já ali existe sem desmotivar para o futuro...).

Falava eu do TPC... os registos, claro! Copiem da página aquelas coisas típicas... com setinhas a apontar para uma fracção e a dizer: numerador, denominador... lê-se assim e assado.

Porque me aflige (sempre me afligiu) gastar tempo da aula em cópias de registos do quadro, ou do livro, que dispensam a minha presença, que nos roubam tempo útil para desenvolver competências bem mais importantes. Eles são meus cúmplices. Sabem bem a importancia de termos o tempo todo para nós, para nos desafiarmos, para efectivamente fazermos coisas úteis em que precisamos uns dos outros. O resto façam depois sozinhos que eu não vos faço falta para isso!

Assinale-se que nunca envio TPC de um dia para o outro, que tenho o cuidado de gerir a disponibilidade dos seus horários sem sobrecargas desnecessárias, mas sem lhes retirar essa componente de trabalho individual que considero indispensável e formadora de hábitos de estudo autónomo. Por isso mesmo selecciono TPCs que não precisam da ajuda de adultos. Repetir um exercício e comparar com o que foi feito na aula para trazer as dúvidas... copiar uma informação... fazer por escrito um exercício já resolvido oralmente na aula nos momentos de desafios para pensar sem escrever... O TPC de hoje é para apresentar na terça-feira.


3za

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Reunião...

Mais uma reunião do Departamento de Matemática e Informática, neste nosso recente espírito prático, de partilha, de mútua ajuda e formação informal.

E ao ver-nos assim... sorrindo, apesar de tudo, aprendendo, perdendo o medo de experimentar as TIC ... quero acreditar que esta imagem solidária não se desvanecerá com uma carreira partida em duas...

Quero acreditar que vamos continuar parceiros na aventura educativa...

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3za

sábado, 5 de maio de 2007

Testando o equipamento na sala 16...

A propósito dos ângulos (e não só) a turma do 5º B gostou imenso desta actividade
http://www.mathplayground.com/Geometry_Angles.html



integrada no site

www.mathplayground.com

Cada aluno teve a oportunidade de "desenhar" o seu ângulo, com uma amplitude gerada aleaoriamente.

Ainda tempo para jogar o jogo dos múltiplos (caça aos extraterrestres) e analisar a lição sobre áreas e perímetros contida no site (inglês... até aproveitámos para treinar o domínio nesta língua estrangeira).

Saldo muito positivo.