terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Critérios de avaliação

Partilhado por Teresa Marques

Depois do encontro de hoje, aqui fica a proposta de documento final, escolhidas que foram as condições críticas mais adequadas à realidade, ficando estabelecido o compromisso no sentido de ir caminhando para a cada vez maior valorização da competência de resolução de problemas.

Para consultar o documento referido (e mais tarde dar a sua opinião sobre ele), ir AQUI

Para consultar um exemplo de rosto de folha de caderneta individual (o verso pode ser pensado para conter informação referente à avaliação de atitudes e valores), ir até AQUI

Para consultar um exemplo de modelo de registo global de avaliações da turma ao longo dos três Períodos, nos vários domínios, ir até

AQUI (rosto)
e
AQUI (verso)

Bom trabalho!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Critérios de avaliação

Proposto por Teresa Marques

Na sequência da sessão de hoje, onde os presentes ponderaram a possibilidade de estabelecer Critérios de Avaliação, utilizando um modelo em que os pesos são intrinsecamente expressos através de condições críticas que permitem a inclusão da apreciação do desempenho do aluno nos diferentes níveis de avaliação das competências específicas desenvolvidas (o que implicará uma recolha mais selectiva, sistemática e diferenciada de elementos de avaliação), reflectiu-se sobre a definição dos intervalos e das condições críticas a estabelecer, em função da experiência e conhecimento de cada um e da necessidade de desenvolver uma abordagem ao ensino da matemática que privilegie a competência de resolução de problemas - reforçando a intenção através da mensagem que os critérios de avaliação oferecem enquanto visão e opção educativa.



Assim sendo, como na próxima sessão é necessário tomar a decisão final de aprovação ou não deste modelo e, se sim, quais as condições críticas mais adequadas para uma perspectiva comum a ambos os ciclos, apresento aqui a proposta melhorada, já com várias hipóteses de abordagem que não esgotam todas as possibilidades.
Com os documentos aqui divulgados, podem reflectir nas várias questões e na próxima reunião tomam-se as necessárias decisões.


Proposta original (necessita de correcção)
Proposta 2


Proposta 3

Proposta 4

Relativamente às atitudes e valores, adopta-se, naturalmente, o estabelecido no Agrupamento, atribuindo idêntico peso a cada macro domínio observado (salvo indicação em contrário no Projecto Curricular de cada turma). No que respeita aos comportamentos indicadores, deverão ser respeitadas as prioridades e orientações estabelecidas nos projectos curriculares de cada turma.

Os Critérios de Avaliação do Agrupamento são o intrumento final através do qual, conjugadas as avaliações das competências específicas e as referentes às atitudes e valores, se incluem os alunos nos respectivos níveis de desempenho - avaliação sumativa interna.



Se o Departamento optar pelo modelo atrás proposto, a coerência interna dos documentos no Agrupamento será, obviamente, maior. Por outro lado, a informação dos critérios a alunos (não esquecer que no 5º ano o conceito de percentagem ainda não se encontra dominado) e pais possuirá maior transparência e clareza e assentará no desenvolvimento de competências (como preconizado no Currículo Nacional) e não na utilização dos intrumentos de recolha (ex. x% testes, x% TPC...).

Se estou a fazer propaganda da proposta?

Descaradamente... a resposta é SIM.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Bom ir lendo...

Proposto por Teresa Marques

Recordar:

Matemática
Formato do ficheiro: PDF/Adobe AcrobatCurrículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais. Matemática. A matemática constitui um património cultural da humanidade e um modo de pensar. ...
www.dgidc.min-edu.pt/fichdown/livrocompetencias/Matematica.pdf
(bom reparar na importância dada pelo Currículo Nacional português à resolução de problemas...)

Ir acompanhando a evolução das ideias...

Há muito muito tempo... por alturas de 1991, o Ministério da Educação, o Instituto de Inovação Educacional e a APM traduziram aquele que foi o documento orientador da formação de professores (ou deveria ter sido... se o lermos hoje, percebemos que muito pouco ou mesmo quase nada se alterou nas práticas da maioria, face às normas ali indicadas...). O documento era este:
NORMAS para o currículo e a avaliação em Matemática escolar, tradução portuguesa dos Standards do National Council of Teachers of Mathematics

Será bom reler/recordar neles a informação respeitante à avaliação...páginas 225 a 289... e aproveitar para reflectir sobre os nossos procedimentos.

(O documento do NCTM , edição mais recente do referido anteriormente, de onde foram retirados os textos que se seguem, http://standards.nctm.org/document/index.htm , já foi recentemente traduzido pela APM e encontra-se à venda)

The Learning Principle
Students must learn mathematics with understanding, actively building new knowledge from experience and prior knowledge.
Research has solidly established the importance of conceptual understanding in becoming proficient in a subject. When students understand mathematics, they are able to use their knowledge flexibly. They combine factual knowledge, procedural facility, and conceptual understanding in powerful ways.
Learning the "basics" is important; however, students who memorize facts or procedures without understanding often are not sure when or how to use what they know. In contrast, conceptual understanding enables students to deal with novel problems and settings. They can solve problems that they have not encountered before.
Learning with understanding also helps students become autonomous learners. Students learn more and better when they take control of their own learning. When challenged with appropriately chosen tasks, students can become confident in their ability to tackle difficult problems, eager to figure things out on their own, flexible in exploring mathematical ideas, and willing to persevere when tasks are challenging.
Students of all ages bring to mathematics class a considerable knowledge base on which to build. School experiences should not inhibit students' natural inclination to understand by suggesting that mathematics is a body of knowledge that can be mastered only by a few.

http://standards.nctm.org/document/chapter2/learn.htm

The Assessment Principle
Assessment should support the learning of important mathematics and furnish useful information to both teachers and students.
Assessment should be more than merely a test at the end of instruction to gauge learning. It should be an integral part of instruction that guides teachers and enhances students' learning.
Teachers should be continually gathering information about their students through questions, interviews, writing tasks, and other means. They can then make appropriate decisions about such matters as reviewing material, reteaching a difficult concept, or providing something more or different for students who are struggling or need enrichment.
To be consistent with the Learning Principle, assessments should focus on understanding as well as procedural skills. Because different students show what they know and can do in different ways, assessments should also be done in multiple ways, and teachers should look for a convergence of evidence from different sources.
Teachers must ensure that all students are given an opportunity to demonstrate their mathematics learning

http://standards.nctm.org/document/chapter2/assess.htm
NCTM

Será particularmente útil visitar o Ministério da Educação do Ontário (país que está entre os melhores nos resultados a Matemática do PISA) e aceder a documentação diversa de apoio que nos ajuda a perceber como enriquecer as nossas práticas e melhorar a nossa actuação enquanto professores.

Aqui ficam as pistas:

Ontário:
Currículo Nacional
Ferramentas para o Professor
Estratégia para o Sucesso

Parece pouco, mas é um universo a explorar.Por entre o muito disponível, vejam alguns exemplos do que falo, e que podem ser encontrados dentro dos "links" anteriores:

Teaching and Learning Mathematics – The Report of the Expert Panel on Mathematics in Grades 4 to 6 in Ontario, 2004

(existem dois documentos semelhantes a este, um para o 1ºC e outro para o 3º. Vale a pena ler)

E, em escadinha descendente, alguns exemplos mais específicos do que se pode encontar dentro do Currículo:
Elementary Mathematics - The Ontario Curriculum (por anos)
Mathematics - The Ontario Curriculum – Exemplars Grade 5

Teacher Package

Samples/Level1

Samples/Level4

Tudo gotinhas num oceano vasto. Há que explorar...
(Podem, também, encontrar-se muitos documentos destinados a ajudar os pais a acompanhar o percurso escolar dos filhos e outros textos diversos, de carácter mais genérico, para todos os envolvidos.)

O grande obstáculo (que antes não existia) é que realmente a componente individual não lectiva de trabalho nem chega para o básico, quanto mais para estudar seriamente e com profundidade todas estas questões. Não admira pois que, daqui para a frente, os processos pedagógicos se vão empobrecendo e os resultados piorando. Desculpem o desabafo, mas é uma realidade que não vale a pena esconder.
Sem omeletas, sem tempo, não se melhora a prática dos professores.

Portanto...
Ficam as sugestões, sem grande esperança de que as pessoas tenham tempo sequer para começar a aflorar todo este material imprescindível.


terça-feira, 30 de outubro de 2007

Fichas de avaliação, para que vos quero?

Partilhado por Teresa Marques
(Publicado em: www.tempodeteia.blogspot.com 30/10)


Ficha velhinha esta.

À medida que os anos avançam, há fichas que se acrescentam, fichas que se deitam fora... mas outras... outras permanecem connosco, cheias de cola, de cabeçalhos modificados, uma ou outra palavra feita à mão. Nem apetece refazer no PC... coisa assim do coração, já meio amarelada, que se guarda como rosa seca de primeiro namorado. Não há como substituir.
São fichas que conquistam o seu espaço pela utilidade de algumas das suas propostas, pelo equilíbrio geral das questões, pelo trabalho estruturante que permitem. E, sobretudo, nos acordam para nunca exigir menos ao longo dos anos, mesmo que a tentação surja. Só acrescento fichas ao reportório que exijam mais deles...
Esta é uma delas e este exercício em particular aquele que mais me tem surpreendido e ensinado. Aquele que mais ajuda os alunos do 5º a iniciar-se na resolução de problemas sem se aperceberem. A recear, a descontrair, a aumentar depois a auto-estima pela conquista..

A pressão a que sujeitei esta turminha resultou. A invocação de sólidos invisíveis também. Abstracção bem trabalhada (nos 19 testes apenas dois erros mínimos em contagem de elementos dos sólidos. Sucesso pleno.) As avaliações nos procedimentos foram óptimas e mais de metade acertou a resolução deste problema 7 (nesta ficha deixo que o resolvam com recurso à modelação... constroem uma planificação do cubo durante o teste e colocam as pintas em função do manuseamento do dito, procurando testar cada uma das posições.)

Hoje na aula de correcção lembrei-me de algo que nunca havia feito e a reacção foi excelente. Ai estas fichinhas antigas! Sempre a aprender novas potencialidades que elas escondem.
Uma vez que as avaliações foram óptimas, a correcção limitou-se aos poucos erros de cada um (correcção mais autónoma e individualizada... eu ia percorrendo a sala ajudando) e desafiei quem não havia conseguido encontrar resposta ao 7 a tentar de novo (sem ajuda). À medida que iam conseguindo, eu agarrava no teste e escrevia uma informação para os pais: O M. na aula conseguiu resolver sozinho e sem ajuda o problema 7. Assinei as informações que no fundo foram uma extensão da avaliação já feita (a "nota"... neste caso duas, pois dou nota ao desempenho nos procedimentos e nota ao desempenho na resolução de problemas).
A alegria dos alunos em poder levar na ficha a confirmação aos pais de que o erro não havia sido desleixo e que se haviam empenhado em corrigi-lo autonomamente, esclarecendo as dúvidas, deu-me a certeza de que será uma estratégia que passarei a repetir com esta e outras fichas em situações que se justifiquem.

Costumo dizer-lhes que para mim as fichas de avaliação só têm interesse se forem ferramentas que promovam o seu crescimento e a sua aprendizagem. Que os ajudem a compreender melhor a razão dos erros cometidos. Que me ajudem a perceber o que precisam de mim. E é verdade.

Não quero as fichas para mais do que isso. E já é tanto...





No final da aula, a confirmação de algo que vem acontecendo com o nosso menino especial (autista... fomos informados de que o diagnóstico asperger não será o mais correcto no seu caso, que parece ter todas as características de um autismo com grande grau de profundidade e trabalhado tardiamente, mas muito bem!). A professora do apoio (que esteve presente nesta aula - está uma vez por semana) confirmou que o M. faz o seu próprio sumário quando percebe que a sua tarefa foi diferente da dos colegas e não o copia do quadro. Já o havia feito noutras ocasiões, hoje confirmámos esse crescimento espantoso, essa conquista maravilhosa que se seguiu à da autonomia na consulta do horário (Mãe! Professora digo eu. Professora! Agora é Matemática?). Na aula esteve a fazer a ficha de avaliação acompanhado pela professora do apoio. No sumário escreveu: Fiz uma ficha de matemática e o bilhete de identidade dos sólidos (tarefa que a professora foi fazendo em paralelo com ele). No quadro podia ler-se: entrega e correcção da ficha de avaliação).


Dá trabalho, pois. Mas dá também muita alegria.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Há perguntas e perguntas...

Partilhado por Teresa Marques:



Nesta turma é assim.
Laços bem tecidos de mais de um ano permitem-nos reflectir em conjunto sobre as questões mais inesperadas. Aparentemente nem seriam conversas para ter com alunos. Mas são. E fazem-nos bem. E ajudam a perceber melhor os quês, os porquês, as razões da exigência, a necessidade que temos dela.

Meninos, sabem que há assim umas perguntas tontas que se podem fazer sobre o perímetro do círculo, perguntinhas de nada que nem dá para ver se perceberam bem ou não esta coisa do pi, do perímetro do círculo...
Quais?
Aquelas do tipo: calcula o perímetro de um círculo com tal de diâmetro.
É fácil: é só multiplicar por pi (já todos sabem)
Pois, mas isso não quer dizer que se tenha percebido bem. Basta só decorar e pronto. São perguntinhas tontas porque as respostas vão ser todas iguais. Mas eu quero mais para vocês. Quero que me provem que entenderam e, se não tiverem entendido, eu tento de novo. Claro que no teste vão aparecer algumas perguntinhas tontas dessas, mas as melhores perguntas serão as que vos levem a pensar e vos obriguem a explicar o porquê matemático de qualquer coisa, ou a ter de provar uma escolha. Ah! E já sabem... Um destes dias lá terão umas perguntitas surpresa para eu ver se isto anda a correr bem...

Temos trabalhado nessa perspectiva, e procurado exercícios e problemas que não são fáceis.
.

E peço que me vão explicando o que aprenderam até agora, detectando aqueles que mesmo com métodos activos e investigação só "fixaram" a coisa de multiplicar o pi pelo diâmetro.

Antes de ontem, um mini-teste surpresa com apenas uma pergunta (retirada de uma prova de aferição): dou-lhes três círculos de diâmetro diferente, um rectângulo e peço que, através de medições, cálculos e explicações me digam qual dos círculos escolheriam para ser a base do cilindro numa planificação deste sólido (sendo o rectângulo a planificação da superfície lateral).
É o "meu" primeiro grande teste. Aquele em que percebo se cheguei verdadeiramente até eles numa questão que só aparentemente parece simples. Confesso uma certa ansiedade quando pego no trabalho que fizeram. Este ano, as expectativas foram excedidas por um lado, com alunos a surpreender, mas ainda não me sinto satisfeita. Em 26 alunos, cerca de 7 apresentam um trabalho deficiente ou muito incompleto (curiosamente alguns deles são alunos que têm habitualmente resultados bastante satisfatórios). Mesmo com explicações menos completas, ou a merecer ajuste e correcção, mesmo com erros de cálculo (ai o que eu me zango com eles! Fazem o mais difícil e depois as contas... eles percebem a minha zanga...) apareceram muitas respostas bem organizadas e reveladoras do entendimento da questão essencial. Não foi nada mau, claro, mas temos de trabalhar depois as questões da organização das nossas explicações com recurso aos símbolos, aos esquemas, às palavras e frases com sentido, prestando especial atenção a quem revelou não ter entendido na essência o que se pretendia.

Vou devagarinho sempre. Com muita exigência, mas sem acelerações desnecessárias. Não os quero perder e os inícios são decisivos. O 6º ano representa um salto grande na exigência dos conteúdos/conceitos. E pelo caminho eles aprendem muito mais do que apenas as questões relacionadas com o perímetro do círculo. Mais tarde recuperarei o tempo investido. A ideia não é fazê-los aprender?










NOTA:

No último encontro do Departamento partilhámos instrumentos de avaliação para cruzar...

Vai ser interessante comparar resultados e dificuldades.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Reunião de Departamento

Por Abel Morais

Mais uma terça-feira mais uma reunião. Como tinhamos combinado, no início do ano, reservamos as tardes de terça para trabalharmos em conjunto.
Hoje, enquanto alguns colegas do 3º ciclo estavam a preparar aulas, os outros estavam à volta do computador e do e-beam a procurar maneiras diferentes de abordar alguns conteúdos. Com a ajuda inestimável da Teresa, estamos cada vez mais competentes no uso destas novas ferramentas que a tecnologia põe ao nosso dispôr.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Investigar o "pi"

Partilhado por Teresa Marques


Coloquei no blogue da minha turma do 6º ano algumas ligações a páginas com informação sobre o "pi", para que mais facilmente possam fazer pequenas investigações sobre a sua história.

Deixo aqui... o que coloquei lá!




Pesquisa: História do "pi"


Algumas fontes possíveis:

Internet



http://pt.wikipedia.org/wiki/Pi

http://joanario.no.sapo.pt/pi.htm#inicio

http://joanario.no.sapo.pt/pi.htm#tabela

http://moodle.apvm.net/mod/forum/discuss.php?d=1588

http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm17/pi.htm

http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2001/icm34/historia.htm

http://planeta.terra.com.br/educacao/Astronomia/pi.htm

http://www.alunos.utad.pt/~al12940/Pi.htm

http://pubol.ipbeja.pt/Artigos/NumeroPi/Pi.htm

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