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A equipa do 9º Ano.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
sábado, 13 de setembro de 2014
As Metas de matemática... e então? (Ouvir as Medalhas, por Paulo Correia)
Agora que o ano se inicia e que, pela primeira vez, vamos ter de
aplicar o documento das metas e matemática no 5.º e 6.º anos, deixo aqui o texto
de Paulo Correia reforçando que o que sempre fiz/fizemos é o correto e
que quem mais sabe é assim que recomenda.
Valor Absoluto por Paulo Correia - Ouvir as Medalhas...
A notícia mais importante para a comunidade matemática chegou, como esperado, em agosto, apesar de, por cá, ninguém ter dado muita importância ao assunto. Refiro-me naturalmente à entrega da Medalha Fields a quatro (jovens?) matemáticos - uma espécie de prémio Nobel... só que melhor!
Esta atribuição das medalhas Fields poderia ter sido observada sob vários aspetos interessantes, como o facto de pela primeira vez ser atribuída a uma mulher (e logo a uma natural de um país onde o género não é, de todo, uma variável sem relevância)… ou pela primeira vez ser atribuída a um sul-americano (e logo dos que falam português)... ou pela primeira vez ser atribuído a um Austríaco… ou pela primeira vez atribuído a um matemático de ascendência indiana… ou ainda do facto de um matemático português ter comentado esta notícia para a BBC...
Contornando o aprofundamento de análises de âmbito menos matemático, bem como as análises de âmbito mais matemático como as áreas de investigação dos quatro medalhados, podemos procurar indícios das conceções associadas ao ensino da matemática que foram sendo apontadas pelos premiados:
Numa entrevista, Maryam Mirzakhani, aponta uma aprendizagem da matemática sustentada na resolução de problemas como um factor relevante para explicar o seu sucesso… mais do que avançar rapidamente para os conceitos mais “avançados” («we were more focused on problem solving rather than taking advanced courses»).
Artur Avila defendeu numa entrevista de 2009 que um ensino baseado na repetição promove a falta de interesse pela matemática («um monte de regras abstratas e depois aplicar aos alunos uma série de exercícios repetitivos. (...) Isso é muito chato.»)…
O desenvolvimento de atitudes positivas em relação à matemática é o conselho que Martin Hairer dá aos jovens matemáticos («The first thing they should honestly asses is what are the things that they like to do. I think they should really work on the things that they actually like and enjoy»).
Mas Manjul Bhargava, foi mais específico no seu entendimento do ensino da matemática, deixando três sugestões concretas:
- para além da ciência, as aulas de matemática devem ser enriquecidas com artes;
- os alunos não devem resolver as tarefas numa abordagem robótica - o processo de descoberta é o mais importante;
- a matemática deve ser interativa e colaborativa, os alunos devem trabalhar em conjunto.
Segundo Bhargava, é assim na investigação em matemática, e deve ser assim na sala de aula.
(«- Maths problems should be motivated not just through the sciences, but also through the arts: puzzles, toys, magic, poetry, music - these should all form a key part of the mathematics classroom.
- Students should not be taught to solve problems in a robotic way; instead, they should be guided to discover key mathematics ideas on their own. Maths should be a creative exciting process of discovery!
-Maths should be interactive and collaborative. Students should be encouraged to discover things together, and work together.
This is how mathematics research is, and so this should be reflected in the classroom!»)
Ideias como estas para a definição do curriculo e da concepção do processo de ensino e aprendizagem têm sido classificadas de forma depreciativa como “românticas”. Pretendeu-se sustentar que um curriculo centrado na resolução de problemas era pouco estruturado, pouco ambicioso e facilitista. Alguns defendem mesmo o mérito de tarefas com ênfase na repetição como a chave para o sucesso, ou as vantagens de chegar depressa a “patamares mais avançados” para conseguirmos preparar melhor os melhores alunos…
Afinal, as evidências parecem sustentar que estes matemáticos (jovens e de mérito reconhecido) estão de acordo com os investigadores em educação matemática… são medalhas merecidas!
Valor Absoluto por Paulo Correia - Ouvir as Medalhas...A notícia mais importante para a comunidade matemática chegou, como esperado, em agosto, apesar de, por cá, ninguém ter dado muita importância ao assunto. Refiro-me naturalmente à entrega da Medalha Fields a quatro (jovens?) matemáticos - uma espécie de prémio Nobel... só que melhor!
Esta atribuição das medalhas Fields poderia ter sido observada sob vários aspetos interessantes, como o facto de pela primeira vez ser atribuída a uma mulher (e logo a uma natural de um país onde o género não é, de todo, uma variável sem relevância)… ou pela primeira vez ser atribuída a um sul-americano (e logo dos que falam português)... ou pela primeira vez ser atribuído a um Austríaco… ou pela primeira vez atribuído a um matemático de ascendência indiana… ou ainda do facto de um matemático português ter comentado esta notícia para a BBC...
Contornando o aprofundamento de análises de âmbito menos matemático, bem como as análises de âmbito mais matemático como as áreas de investigação dos quatro medalhados, podemos procurar indícios das conceções associadas ao ensino da matemática que foram sendo apontadas pelos premiados:
Numa entrevista, Maryam Mirzakhani, aponta uma aprendizagem da matemática sustentada na resolução de problemas como um factor relevante para explicar o seu sucesso… mais do que avançar rapidamente para os conceitos mais “avançados” («we were more focused on problem solving rather than taking advanced courses»).
Artur Avila defendeu numa entrevista de 2009 que um ensino baseado na repetição promove a falta de interesse pela matemática («um monte de regras abstratas e depois aplicar aos alunos uma série de exercícios repetitivos. (...) Isso é muito chato.»)…
O desenvolvimento de atitudes positivas em relação à matemática é o conselho que Martin Hairer dá aos jovens matemáticos («The first thing they should honestly asses is what are the things that they like to do. I think they should really work on the things that they actually like and enjoy»).
Mas Manjul Bhargava, foi mais específico no seu entendimento do ensino da matemática, deixando três sugestões concretas:
- para além da ciência, as aulas de matemática devem ser enriquecidas com artes;
- os alunos não devem resolver as tarefas numa abordagem robótica - o processo de descoberta é o mais importante;
- a matemática deve ser interativa e colaborativa, os alunos devem trabalhar em conjunto.
Segundo Bhargava, é assim na investigação em matemática, e deve ser assim na sala de aula.
(«- Maths problems should be motivated not just through the sciences, but also through the arts: puzzles, toys, magic, poetry, music - these should all form a key part of the mathematics classroom.
- Students should not be taught to solve problems in a robotic way; instead, they should be guided to discover key mathematics ideas on their own. Maths should be a creative exciting process of discovery!
-Maths should be interactive and collaborative. Students should be encouraged to discover things together, and work together.
This is how mathematics research is, and so this should be reflected in the classroom!»)
Ideias como estas para a definição do curriculo e da concepção do processo de ensino e aprendizagem têm sido classificadas de forma depreciativa como “românticas”. Pretendeu-se sustentar que um curriculo centrado na resolução de problemas era pouco estruturado, pouco ambicioso e facilitista. Alguns defendem mesmo o mérito de tarefas com ênfase na repetição como a chave para o sucesso, ou as vantagens de chegar depressa a “patamares mais avançados” para conseguirmos preparar melhor os melhores alunos…
Afinal, as evidências parecem sustentar que estes matemáticos (jovens e de mérito reconhecido) estão de acordo com os investigadores em educação matemática… são medalhas merecidas!
Paulo Correia - Professor de Matemática da Escola Secundária de Alcácer do Sal e responsável pela página mat.absolutamente.net
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
New Study: Engage Kids with 7x the Effect
Agora que o ano começa... gestos importantes que fazem a diferença!
AQUI

Mais recursos
AQUI - Student Engagement: Resource Roundup
(Fonte: edutopia)
AQUI
Mais recursos
AQUI - Student Engagement: Resource Roundup
(Fonte: edutopia)
21 GIFs That Explain Mathematical Concepts
Recursos excelentes...
AQUI
Alguns exemplos:
E mais um:
AQUI
Alguns exemplos:
Exterior angles of polygons will ALWAYS add up to 360 degrees:


Read more HERE

Via: math.stackexchangeIf you’re studying trig, you better get pretty comfortable with circles. Check out this visualization that shows what you’re really looking at when you deal with pi:

Via: imgur
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sexta-feira, 11 de julho de 2014
Última reunião de departamento, um piquenique em perspetiva e doces... porque sim.
Foi hoje a última reunião formal do departamento deste ano letivo. Longa, intensa, reflexão sobre resultados, monitorização do Plano de Ação e do Plano de Melhoria e já com os olhos postos no próximo ano letivo, sugestões para o Plano de Atividades. Nem escapou a apresentação de uma nova disciplina no departamento - iniciaTIC - a ser lecionada por professores do grupo de informática no segundo ciclo. Uma iniciativa que nos está a entusiasmar e onde o Scratch vai ter um papel importante.
Com todas as dificuldades que a escola vive, é muito bom ter um espaço entre pares onde o ambiente é claro e suave, onde é possível discutir ideias, que não precisam de se inclinar todas para o mesmo lado, um espaço onde apesar de tudo sabe bem estar.
Encerrámos a reunião com um bolo de mousse de chocolate da Anabela (uma das professoras de informática), depois de ontem no almoço da escola termos provado esta especialidade (que voltou a fazer hoje) e o bolo de espinafres do Bruno, professor de Físico-Química. Sim, que este grupo também aplica a ciência/arte da culinária no seu acelerado dia a dia. A receita do Bruno já a temos... e em breve teremos a da Anabela.
Porque há mais vida para além da escola, e somos todos gente de carne e osso, ficou agendado mais um encontro na escola, mas, desta vez, será um piquenique para cimentar as ligações entre todos. Sem essa humanidade, essa coisa do ser gente, a escola não terá futuro...
Obrigada a todos pelo apoio, pelo reconhecimento, pela dedicação!
Para o ano continuaremos este caminho não fácil, mas que vale a pena em boa companhia.

Com todas as dificuldades que a escola vive, é muito bom ter um espaço entre pares onde o ambiente é claro e suave, onde é possível discutir ideias, que não precisam de se inclinar todas para o mesmo lado, um espaço onde apesar de tudo sabe bem estar.
Encerrámos a reunião com um bolo de mousse de chocolate da Anabela (uma das professoras de informática), depois de ontem no almoço da escola termos provado esta especialidade (que voltou a fazer hoje) e o bolo de espinafres do Bruno, professor de Físico-Química. Sim, que este grupo também aplica a ciência/arte da culinária no seu acelerado dia a dia. A receita do Bruno já a temos... e em breve teremos a da Anabela.
Porque há mais vida para além da escola, e somos todos gente de carne e osso, ficou agendado mais um encontro na escola, mas, desta vez, será um piquenique para cimentar as ligações entre todos. Sem essa humanidade, essa coisa do ser gente, a escola não terá futuro...
Obrigada a todos pelo apoio, pelo reconhecimento, pela dedicação!
Para o ano continuaremos este caminho não fácil, mas que vale a pena em boa companhia.
BOLO DE
ESPINAFRES
receita do Bruno

Ingredientes:
1 molho de espinafres
2 dl de azeite
4 ovos
400g de açúcar amarelo
300g de farinha com fermento
100g chocolate em tablete para culinária
5 colheres de sopa de bebida de soja (para
derreter o chocolate)
Manteiga q.b.
Bebida de soja qb e
açúcar.
Ligue o forno a 180 º C. Forre um
tabuleiro com papel vegetal e unte-o com manteiga. Lave os espinafres e escolha
a folhas. Coloque-as num copo misturador, junte o azeite e triture. Verta para
uma tigela e junte as gemas e o açúcar.
Mexa bem, peneire a farinha e junte.
Bata as claras em castelo e envolva-as delicadamente, no preparado anterior.
Verta no tabuleiro e leve ao forno por 40 minutos (depende do forno). No final
do tempo, verifique a cozedura com um palito e retire do forno.
Deixe arrefecer e desenforme.
À parte misturar a bebida de soja com
uma pequena quantidade de açúcar e aquecer. Verter esta mistura sobre o bolo.
Corte o bolo em fatias retangulares.
Derreta o chocolate com a bebida de
soja em banho-maria; mexa até estar tudo bem ligado. Retire e cubra o bolo com
o chocolate a gosto.
BOLO DE
MOUSSE DA BÉLINHA
Ingredientes:
315 g em tablete de chocolate nestlé
250 g de açúcar
10 gemas de ovo
10 claras
5 colheres de chá de farinha
250 g de manteiga
Ligue o forno a 180 º C. Unte uma
forma redonda com manteiga e polvilhe com farinha.
Bata as gemas com o açúcar até obter
uma mistura cremosa e esbranquiçada.
Junte a manteiga amolecida e o
chocolate derretido.
Bata muito bem.
Bata as claras em castelo forte e
junte ao preparado anterior, envolvendo sem bater.
Divida a massa em duas partes. Coloque
uma parte no frigorifico (mousse de chocolate). Na outra parte da massa junte a
farinha e envolva bem. Leve a cozer na forma untada cerca de 30 minutos (convém
verificar).
Quando o bolo estiver cozido retire-o desenformando
para dentro de uma forma alta e deixe arrefecer.
Depois de frio cubra-o com a mousse de
chocolate.
Volte a colocar no frigorífico.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Ousar a diferença, mudar de paradigma... ?
Se continuarmos a fazer as mesmas coisas, não podemos esperar resultados diferentes.
Estamos a precisar de boas edutopias - um exemplo de boas práticas:

Estamos a precisar de boas edutopias - um exemplo de boas práticas:

Editor's Note: Dr. Lourenco Garcia, Adjunct Professor at Northeastern University and Principal of Revere High School, co-authored this post.
In just two years, Revere High School (RHS) went from a low-performing school as classified by the Massachusetts Department of Education to winning the 2014 High School Gold Award at the National Center for Urban School Transformation (NCUST) conference in San Diego. This past April, the school also ranked Silver on a U.S. News and World Report survey of the best U.S. high schools. With a population of approximately 1,500 students, 60 percent of whom are of color and 71 percent of whom are low-income, RHS is a national example of the type of programmatic systems change needed to move our schools forward.
In just two years, Revere High School (RHS) went from a low-performing school as classified by the Massachusetts Department of Education to winning the 2014 High School Gold Award at the National Center for Urban School Transformation (NCUST) conference in San Diego. This past April, the school also ranked Silver on a U.S. News and World Report survey of the best U.S. high schools. With a population of approximately 1,500 students, 60 percent of whom are of color and 71 percent of whom are low-income, RHS is a national example of the type of programmatic systems change needed to move our schools forward.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Articulação curricular entre o 3.º e o 1.º ciclos - Ciências naturais
As professoras Ana Neves, Isabel Palha e Paula Felisberto, no âmbito das atividades do Plano Anual de Atividades envolvendo articulação curricular
vertical, foram à escola EB1 de Vila Nogueira de Azeitão realizar duas
atividades experimentais com os alunos dos 3.º e 4.º anos de escolaridade.
3.ºs anos - Atividade "As rochas vão à escola", dinamizada por Isabel Palha e Paula Felisberto
4.ºs anos - Atividade "Dissecação do coração de porco" dinamizada por Ana Neves e Isabel Palha
As imagens mostram bem o empenhamento dos alunos e o sucesso das atividades!
Para o ano haverá mais!
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